“RHAPSODIAE PORTUCALENSIS” — RUI PIRES

Tipo
Exposicao Antiga

13 OUT 2018 – 5 JAN 2019

“Dum Rei potente tão amado os Portugueses somos do Ocidente.
Imos buscando as terras do Oriente”

 

Esta exposição é um excerto de um longo trabalho de antropologia cultural e visual ainda em curso, tendo por base os encontros interculturais que ocorreram no período da expansão Portuguesa, entre o século XIV e o século XVII.

O trabalho de recolha fotográfica foi iniciado em 2006 no Norte de África, documentando a cultura dos povos Bérberes e o legado patrimonial Português na costa Marroquina, representativo de uma ligação cultural que existiu deste o séc. VIII até ao séc. XVII entre os dois povos. Prosseguiu nas atingas possessões Portuguesas na Costa do Ouro, nomeadamente em São Jorge da Mina, no Gana, passou pelo Golfo da Guiné, em São Tomé e Príncipe e finalmente centrou-se na India Portuguesa, em Cochim e Goa.

 

Rui Pires

Rui Pires, nascido em Portugal, tem na fotografia uma paixão pela fotografia que começou em 1983 como fotógrafo amador.

É considerado um fotógrafo de estilo clássico e humanista e dedica-se principalmente à fotografia documental, à antropologia cultural e à pesquisa histórica.

Em 2006, iniciou um projecto que visa documentar a vida em aldeias rurais portuguesas em fase de desertificação, o projecto Momentos Rurais.

Em 2009, inicia o documentário “Terras de Allah”, uma pesquisa sobre a vida das tribos nômades e do povo berbere-tuaregue no norte de África e no deserto do Sahara.

Rui Pires tem muitas fotografias e ensaios publicados on-line, em revistas e jornais e alguns dos seus documentários e fotos estão em exposição permanente em museus e coleções particulares.

Vencedor de inúmeros prémios, bolsas e recomendas em exposições e competições de fotografia.

Rui Pires tenta alcançar uma abordagem humanista e positiva à fotografia documental e procura sempre dignificar aqueles que retrata.